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Jura na rua: refrescante!

A secretária executiva Bianca Coelho passeando pela Paulista com seu vestido refrescante

Maíra Zimmermann

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Terno no deserto do Saara

Advogado Samir Caram sofre com roupa social. Foto: Carolina Iskandarian/G1. Fonte: http://g1.globo.com/

Advogado Samir Caram sofre com roupa social (Foto: Carolina Iskandarian/G1). Fonte:http://g1.globo.com/

O calor não está dando trégua. Vários meios de comunicação recomendam que beba-se muita água, não se exagere na comida e que se opte por roupas leves para driblar as altas temperaturas, afinal, o corpo precisa respirar.

Conversando dia desses com um amigo, ouvi um discurso, bastante inflamado, contra a formalidade do traje no ambiente de trabalho. Tentei argumentar que certos códigos são necessários, não dá pra chegar em um escritório de bermuda passeio e chinelo de dedo ou minissaia e decotão. Ele, não convencido, bradava que as mulheres levam uma grande vantagem nessa questão, pois podem ir trabalhar bastante arejadas: saias, bermudas, blusas sem manga, etc.

Lembrei dessa conversa lendo a Folha de São Paulo hoje de manhã. Uma das manchetes do caderno Cotidiano anunciava: “Calor intenso faz OAB-RJ pedir dispensa da gravata”. O Rio vem registrando a maior média das temperaturas máximas diárias da história para início de fevereiro: 39,7° C – a sensação térmica chegou ontem a 43,9° C. A OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro), de acordo com a FSP, “protocolou no Conselho Nacional de Justiça um pedido de providências para tentar garantir acesso aos tribunais do Estado por advogados sem paletó e gravata. O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, disse que a opção de usar ou não terno e gravata deve ser de cada advogado” (FSP, C7, 11.02.10).

Essa ideia de trabalhar mais arejado não é recente. Em junho de ano passado, o governo japonês, tendo à frente o então primeiro-ministro Taro Aso, lançou uma campanha conhecida como “cool-biz” para abolir o terno e gravata pela luta contra o aquecimento global; menos calor, menos ar-condicionado. 

De fato, não posso negar o argumento do meu amigo. Quando, fresquinha com um vestido de algodão, ando na Paulista no sol do meio-dia e vejo uma massa de homens de preto, semi-degolados por uma gravata apertada, suando debaixo de tanto pano, penso que a opção camisa e calça social já está de bom tamanho para temporadas como esta. Certos comedimentos são necessários, mas em alguns ambientes, principalmente corporativos, penso que a obrigatoriedade do terno e gravata seja um exagero, ainda mais em um país tropical como o nosso.

Maíra Zimmermann

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