Geração Y

A chamada geração Y (década de 1980) começa a gerar mudanças significativas no mundo empresarial. A pesquisadora Caroline Marcon diz que “20% dos jovens com menos de 30 anos que trabalham nas empresas brasileiras já ocupam cargos de liderança e até 2014 ocuparão quase metade dos postos no mercado de trabalho” (Exame, 10mar10, p. 138).

Essa geração tem uma trajetória mais acelerada porque teve acesso a informações mais cedo. Assim, chega às empresas com uma bagagem diferenciada de formação, dominando idiomas e novas tecnologias, habilidades que facilitam o desenvolvimento da carreira.

As empresas sofrem uma mudança de cultura, pois esses jovens são mais independentes e tendem a trabalhar melhor em equipe do que a geração antecedente; respeitam a liderança anterior, que consideram inspiradora e legítima, mas impõem seu estilo, com uma demanda maior por avaliações de desempenho e uma relação mais informal com os superiores.

Os Y têm capacidade multidisciplinar e aprenderam a fazer várias atividades ao mesmo tempo, sem que isso atrapalhe o desempenho ou a devida atenção a cada uma. Eles têm mais facilidade de se adaptar à correria e à diversidade que compõem a rotina de trabalho atual; imprimem uma nova forma de ser e de agir na sociedade; contribuem para o processo de inovação, pois são movidos a desafios e novidades.

São considerados profissionais que lidam igualmente bem com a objetividade do seu trabalho e com as formas subjetivas implicadas, ou seja, trata-se de pessoas que podem avaliar quantitativamente a realidade, ao mesmo tempo em que atuam com emoção e lidam bem com diferenças. Isto não só favorece a competitividade das empresas no mercado, como proporciona um clima mais franco no trabalho.

Se há aspectos negativos, e os há, pode-se dizer que são impacientes, impulsivos, querem respostas e resultados imediatos e não aturam desconforto no seu ambiente corporativo. Não lidam bem com estruturas organizacionais hierarquizadas e não se interessam pelo que se pode chamar de investimento no futuro, típicos comportamentos juvenis; seu interesse de permanência na empresa está sempre dependendo de não haver alguma outra oportunidade mais desafiadora.

Cotejadas vantagens e desvantagens, é permitido concluir que a geração Y movimentou os processos gerenciais, impondo-lhe uma dinâmica agitada e voltada ao prazo curto. Com o tempo serão feitas melhores análises de sua maneira de trabalhar, trazendo-se para os livros de administração o que com ela se aprendeu de bom.  Aliás, dela logo se falará no passado, porque a geração Z já se está fazendo presente.

Artigo publicado no jornal Notisul, em 23.06.2010.

Colaboração de Fernanda França, estudante de Processos Gerenciais (Senac-SC)

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2 Comentários

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2 Respostas para “Geração Y

  1. Fico me perguntando se não falavam o mesmo sobre nós, quando eramos a “nova geração”…

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